A notícia sobre um possível aumento de 10% na base de cálculo do IRPJ e da CSLL no Lucro Presumido a partir de 2026 acende um alerta importante: empresas que hoje adotam o regime por previsibilidade e simplicidade podem ter mudança relevante no custo tributário, mesmo sem alterar faturamento ou operação.
Por que isso é relevante?
No Lucro Presumido, IRPJ e CSLL são apurados a partir de uma base presumida (percentual aplicado sobre a receita), que varia conforme a natureza da atividade. Se a “base” aumenta, o efeito prático é um crescimento direto do montante tributável, pressionando a carga efetiva.
Exemplo ilustrativo (conceitual): se um percentual-base fosse elevado em 10%, o tributo tende a subir na mesma direção, caso não existam compensações/ajustes no modelo.
Principais impactos na rotina da empresa
Margem e precificação: empresas com margem apertada sentem primeiro.
Contratos e repasse: cláusulas de reajuste e repactuação podem virar prioridade.
Planejamento e escolha de regime: em alguns casos, a vantagem do Presumido pode diminuir — especialmente onde há estrutura de custos/insumos que favoreceria outro modelo de apuração.
Checklist prático para se preparar para 2026
Mapear receitas por atividade (para entender onde a base presumida pesa mais)
Fazer simulações de cenários (otimista, realista, conservador)
Revisar precificação e política comercial (incluindo descontos e comissões)
Avaliar alternativas de regime e estrutura com segurança jurídica e contábil
Ajustar governança fiscal: documentação, segregação de receitas e rotinas de apuração
Conclusão: se confirmada, a mudança exige ação antecipada. A preparação em 2025 (simulação + ajustes de estratégia) costuma ser a diferença entre absorver impacto com controle ou sofrer surpresa no caixa em 2026.





+5
3,400+ assinantes
